Membro

Marcelo Augusto Rocha

Produções Acadêmicas

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Artigo 2026

Onze Anos de Oferta da Disciplina 2GEO362 Geografia Física e Educação Ambiental: Aproximações com a Pedagogia Histórico-Crítica.

SANTOS, Vitor Colleto dos; TORRES, Eloiza Cristiane; VEIGA, Léia Aparecida; ROCHA, Marcelo Augusto.

Palavras-chave: Pensamento crítico; Ensino de Geografia; Educação Ambiental.

 Este artigo analisa onze anos de oferta de um componente curricular de pós-graduação em Geografia dedicado à interface entre conhecimentos físico-naturais e questões socioambientais, com ênfase nas oficinas realizadas em uma instituição comunitária de Londrina (PR). O estudo realizou mapeamento e sistematização de dez e-books produzidos ao longo das edições, totalizando 100 textos. Aplicou-se análise de conteúdo temática para distinguir produções teóricas (29) e práticas (71) e classificar estas últimas segundo recursos e linguagens mobilizadas nas intervenções. Em seguida,à luz da Pedagogia Histórico-Crítica (PHC), buscou-se analisar a disciplina como percurso formativo que articula aproximação com a realidade, fundamentação, planejamento e intervenção. Os resultados indicam predominância de oficinas centradas em práticas concretas (horta, resíduos, água, solos, saneamento e trabalho de campo), combinadas a estratégias lúdicas e narrativas, enquanto abordagens de representação espacial aparecem com menor frequência. Discute-se que a coerência histórico-crítica pode ser fortalecida por: padronização de diagnóstico inicial, explicitação de contradições e perguntas-guia, incorporação de um núcleo conceitual com aproximações à PHC em cada oficina e mecanismos de retorno sobre desdobramentos das ações. Conclui-se que o percurso analisado favorece o desenvolvimento do pensamento crítico socioambiental e aponta caminhos de aprimoramento metodológico.

Artigo 2026

Territorialização Escolar do Projeto Político-Pedagógico: gestão democrática e formação continuada como formas de resistência docente.

FLORES, Alejandro Andrés Rebolledo; ROCHA, Marcelo Augusto.

Palavras-chave: Geografia da Educação; Formação de professores; Território escolar; Gerencialismo; Autonomia Docente

O Projeto Político-Pedagógico (PPP) organiza práticas educativas, orienta a gestão democrática e explicita a identidade e a intencionalidade formativa da escola. Para a Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), sua elaboração, pela comunidade escolar, deve incorporar as necessidades formativas dos estudantes e as especificidades socioterritoriais do contexto em que a escola se insere. Neste artigo, o PPP é analisado na interface entre Formação de Professores e Geografia da Educação, entendendo a gestão democrática como fenômeno territorial marcado por disputas de escala decisória e pela relação escola-comunidade. Analisa-se também sua atualização diante de políticas curriculares centralizadoras, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em uma escola de Foz do Iguaçu-PR. Os resultados reforçam a necessidade de formações continuadas voltadas à participação docente e à leitura crítica do território escolar, com implicações para o trabalho e a autonomia docente. A descentralização do PPP na escola pode fortalecer a autonomia pedagógica e a capacidade de inscrever no currículo as singularidades locais, enquanto processos de centralização e padronização tendem a deslocar a decisão para outras escalas, desterritorializando saberes e práticas locais.

Artigo 2025

A educação como práxis: contribuições da pedagogia histórico-crítica frente às políticas curriculares.

ROCHA, Marcelo Augusto; SILVA, Nathan Heringer Conceição da ; PASINI, Juliana Fatima Serraglio; COSSETIN, Márcia

Palavras-chave: Pedagogias Críticas; Currículo; Educação Emancipatória; Políticas Educacionais; Práxis.

Esta pesquisa faz uso dos princípios daPedagogia Histórico-Crítica(PHC), formulada por Dermeval Saviani, como eixo norteador e de análise das relações entre educação, currículo e reprodução social. A partir dessa perspectiva, a pesquisa discute como os currículos escolares são elaborados, orientados e aplicados sob a influência de interesses de classe, evidenciando a relação entre política pública e educação. Para isso, dialoga-se também com a concepção de política social de Vicente de Paula Faleiros, que compreende a política social como campo de disputa entre projetos societários distintos e como expressão concreta das contradições da questão social. Em outras palavras, o autor considera aspolíticas públicaseducacionaiscomoarenas nas quaisse expressam os conflitos de classe e onde se pode disputar caminhos de transformação ou de manutenção da ordem. Complementarmente, incorpora-seao debate o conceito de práxis conforme desenvolvido porSánchez Vázquez (1977), compreendido como atividade humana consciente, intencional e transformadora. A práxis, nesse sentido, não se limita à ação mecânica ou espontânea, mas exige reflexão crítica e posicionamento ético diante da realidade histórica. Essa visão dialógica e emancipadora é fundamental para compreender a prática docente como ação política e para pensar alternativas ao modelo educacional vigente. Portanto, o objetivo deste estudonão é propor modelos pedagógicos, mas fomentar reflexões teóricas a partir da PHC, comfoco na relação entre poder, currículo e emancipação. Por tratar-se de umapesquisa de abordagem qualitativa, o corpus da análise partiu de uma pesquisa teórica, centrada na revisão crítica da literatura, entendida como um procedimento metodológico que permite a identificação, análise e interpretação de contribuições já produzidas sobre o tema em questão (Gil, 2008). As discussões construídas a partir da análise, buscaramcontribuir para o fortalecimento da escola pública e de uma educação voltada à formação de sujeitos críticos, capazes de compreender e transformar o meio social em que vivem.

Livro 2025

A Educação contra o capital: resistências emancipatórias dentro e fora da escola.

GOMES, Bruno Jadson Jardelino; ROCHA, Marcelo Augusto; BATISTA, Marize Damiana M.; SILVA, Welington Araujo

Palavras-chave: Educação; Resistências emancipatórias; Práticas contra-hegemônicas

A Coletânea Diálogos Críticos tem o compromisso de fortalecer as teorias e práticas contra-hegemônicas no campo educacional brasileiro, apresentando estudos e debates que trazem à cena as investidas do capital nas últimas três décadas, apontando um sólido campo teórico para resistência ativa à essas propostas. O conjunto de textos publicados na coletânea Diálogos Críticos, volume 7, “A educação contra o capital: resistências emancipatórias dentro e fora da escola”, trata das lutas contra hegemônicas para deter a privatização da vida, dos direitos e da educação. A obra apresenta as experiências e resistências de coletivos de trabalhadores apresentando elementos para uma práxis transformadora.

Cap. Livro 2025

Percepção de professores em formação inicial sobre os processos avaliativos em cursos de licenciatura.

CALADO, Vitória de Sousa; ROCHA, Marcelo Augusto; FRANZI, Juliana

Palavras-chave: Formação inicial; Processos avaliativos; Ensino Superior

No contexto da investigação educacional no Ensino Superior, a avaliação da aprendizagem dos(as) estudantes exige um olhar mais cauteloso. Esse processo deve englobar o anseio por uma formação mais completa, repensando o processo de ensino-aprendizagem sem restringir as práticas avaliativas ao objetivo de classificar os(as) discentes, desconsiderando suas vivências e habilidades.A premissa do conceito de avaliação está vinculada à estrutura que molda o mercado, questão denunciada por Belmiro Gil Cabrito (2009), entre outros estudiosos da área da educação. A conjuntura da ideia de avaliação nasce no mercado porque, para garantir o controle de qualidade de um determinado tipo de produto, é necessária uma análise que diga se o produto é bom ou não. A partir do momento que temos a troca do papel de um Estado educador para um Estado avaliador (Cabrito, 2009), o conceito de avaliação se entranha dentro do sistema educacional e “engole” educadores e discentes.A educação no Ensino Superior e as práticas metodológicas avaliativas realizadas pelos professores universitários, muitas vezes, não se diferenciam daquelas realizada no Ensino Básico. Alguns traços metodológicos e de aprendizagem perpetuam um ensino conservador autoritário, que visa exclusivamente à classificação dos estudantes. Essas práticas se articulam e respondem aos interesses da sociedade capitalista. O ajuizamento sobre hierarquizar quem merece e quem não merece ser aprovado em algum componente contribui para o educando desenvolver o medo de errar, se autopunir e desistir da graduação.O objetivo desta pesquisa foi investigar as dinâmicas conceituais, as práticas e as relações envolvendo a avaliação da aprendizagem e seus processos didáticos no Ensino Superior, por meio de análise bibliográfica e sob a ótica de estudantes de cursos de formação de professores. A partir dessa dinâmica investigativa, buscou-se também refletir e ampliar o debate teórico a respeito das possibilidades que permeiam a avaliação formativa nos cursos de licenciatura. P. 158-175.

Artigo 2025

Precarização do trabalho no ambiente escolar e o agravamento da saúde física e mental de professores no pós-pandemia.

SANTOS, Taynara Arruda; ROCHA, Marcelo Augusto; VEIGA, Léia Aparecida

Palavras-chave: Educação pública; Desvalorização do magistério; Adoecimento docente; Políticas neoliberais; Escola mercadoria

Esta pesquisa tem como objetivo discutir os fatores que contribuem para o adoecimento de docentes da rede pública de ensino do Paraná no período pós-pandêmico. Trata-se de um estudo exploratório, de abordagem qualitativa, fundamentado em revisão de literatura. Verificou-se que o retorno às aulas presenciais em 2022, após quase dois anos de Ensino Remoto Emergencial, expôs lacunas significativas de aprendizagem. A recomposição escolar se mostrou necessária, mas distinta da recuperação, exigindo que cada professor identifique os conteúdos não assimilados e elabore estratégias adaptadas às realidades locais. Constatou-se ainda que a precarização do trabalho docente, marcada por uberização, contratos temporários, militarização e restrição da autonomia por meio da plataformização e imposição de materiais, intensifica a pressão hierárquica e fragiliza a saúde física e mental dos professores. Assim, evidencia-se a inter-relação entre condições de trabalho, políticas neoliberais e continuidade das lacunas educacionais.

Cap. Livro 2024

A ofensiva das políticas educacionais neoliberais na educação básica paranaense a partir de 2019.

PEREIRA, Matheus Pedro Zuque; ROCHA, Marcelo Augusto; SOUZA FILHO, Osmar Fabiano de ; VEIGA, Leia Aparecida

Palavras-chave: Políticas educacionais; Educação básica paranaense; Neoliberalismo

A ideia de Uberização do trabalho, consiste na flexibilização de direitos e na precarização das relações trabalhistas, por meio da associação de plataformas digitais à base da economia capitalista que é a exploração da força de trabalho nos mais diversos seguimentos econômicos. Este modelo tecnológico de exploração de mão de obra, já se encontra presente em nosso cotidiano há alguns anos, podendo ser encontrado, com mais facilidade, nas médias e grandes cidades brasileiras. O termo “uberização” advém da analogia do modelo de serviço digital disponibilizado pela empresa Uber, por meio de um App, ou aplicativo que promove o transporte urbano de pessoas e mercadorias, mediando o deslocamento entre os proprietários de veículos de passeio e indivíduos que necessitam se deslocar pelas cidades. A sigla “App”, vem da palavra em inglês application que, em tradução livre significa aplicação. App’s são aplicativos, ou softwares desenvolvidos para equipamentos eletrônicos que auxiliam seus usuários a realizarem determinadas tarefas e ações. Com a diminuição dos postos de trabalho nos últimos anos no Brasil, esse modelo digital de acumulação por exploração do trabalho trouxe consigo a possibilidade de ganho emergencial para pessoas desempregadas garantindo uma renda, mesmo que mínima, ao custo de muito trabalho e exaustivas horas de dedicação às normas da plataforma/empresa. P. 69-101.

Artigo 2024

Análise das percepções e desafios da Prática do Estágio Curricular Supervisionado nos Cursos de Licenciatura da UNILA.

DIER, Nicole Sayumi; ROCHA, Marcelo Augusto; SILVA, Ronaldo Adriano Ribeiro da

Palavras-chave: Ensino superior; Estágio curricular supervisionado; Formação inicial de professores; Prática pedagógica

Considerando que o estágio curricilar supervisioando é uma etapa essencial no processo de formação e de constituição dos futuros professores, objetivou-se com esta investigação, identificar lacunas e desafios acerca desse processo, por meio do olhar dos estudantes dos sete cursos de licenciaturas da UNILA, durante a sua realização nas escolas estaduais da cidade de Foz do Iguaçu – PR. A pesquisa de natureza qualidade e documental, valeu-se de um questionário via Google Forms para conhecer as percepções dos(as) licenciandos(as) acerca do acompanhamento pedagógico das atividades desenvolvidas no estágio curricular pelo professor/orientador ou coordenador de estágio; a articulação entre o currículo do seu curso e as atividades propostas na educação básica; a articulação da teoria com a prática do estágio e o acesso e o acolhimento da escola onde o estágio foi realizado. Os dados foram trabalhados a luz da Análise de Conteúdo de Bardin. Entre os resultados obtidos destaca-se a importância do estágio obrigatório como componente curricular no processo de construção da identidade docente, a necessidade de haver maior articulação entre a escola e a universidade e alguns desafios estruturais internos, nos próprios cursos de licenciatura.

Artigo 2024

Desafios Pedagógicos e Estruturais para o Ensino do Conceito de Fronteira na Educação Básica.

TONIN, Juliana; ROCHA, Marcelo Augusto.

Palavras-chave: Ensino de Geografia; Prática docente; Estratégias de ensino; TDICs; BNCC

Investigou-se as práticas e saberes docentes de um grupo de professores de geografia do ensino fundamental que lecionam na fronteira trinacional, entre Brasil, Paraguai e Argentina, na região de Foz do Iguaçu - Paraná. Buscou-se analisar ainda, como esses professores trabalham o conceito de fronteira com seus alunos, identificando, quais estratégias e recursos didáticos empregam em suas aulas para este fim. Ao buscar compreender as relações que permeiam o ensino do conceito de fronteira, a pesquisa procurou dialogar com a visão e a experiência dos professores entrevistados que residem e vivenciam a fronteira trinacional. A aplicação do questionário se deu por meio Google Formulários, a partir da técnica de coleta de dados conhecida como “Bola de Neve”. Entre os resultados alcançados, destaca-se haver certa polissemia acerca do entendimento e da profundidade do conceito de fronteira entre os professores entrevistados. O material didático mais utilizado é o mapa, seguido de perto pelo livro didático. Entre o uso das mídias digitais, destacam-se vídeos do Youtube, apresentações de Power Point e documentários.

Cap. Livro 2024

Ensino do conceito de fronteira sob o olhar de professores que a vivenciam.

TONIN, Juliana; ROCHA, Marcelo Augusto

Palavras-chave: Conceito Geográfico; Formação continuada; Materiais Didáticos; Professores

Investigou-se as práticas e saberes docentes de um grupo de professores de geografia do ensino fundamental que lecionam na fronteira trinacional, entre Brasil, Paraguai e Argentina, na região de Foz do Iguaçu - Paraná. Buscou-se analisar ainda, como esses professores trabalham o conceito de fronteira com seus alunos, identificando, quais recursos didáticos empregam em suas aulas para este fim. Ao buscar compreender as relações que permeiam o ensino do conceito de fronteira, a pesquisa procurou dialogar com as especificidades da temática sob os conteúdos da disciplina de geografia. Devido às limitações impostas pela pandemia do covid-19, aplicou-se os questionários para os professores por meio do Google Formulários, a partir da metodologia conhecida como 'bola de neve'. Entre os resultados, destaca-se que o material didático mais citado pelos professores foi o livro didático. Nesse sentido defende-se a necessidade de um desenvolvimento de materiais didáticos que sejam pensados para as pessoas, na perspectiva de fronteira. O estudo propôs ainda, a criação de um e-portfólio com conteúdos formulados para a fronteira a fim de subsidiar o ensino e a prática docente na educação básica e na formação de professores no ensino superior. P. 181-206.

Artigo 2024

Globalização, políticas públicas curriculares e o avanço de um modelo hegemônico de currículo escolar na educação brasileira.

PRADO, Mariana Camargo; ROCHA, Marcelo Augusto; VEIGA, Léia Aparecida

Palavras-chave: Currículo Escolar; BNCC; Banco Mundial; Globalização Hegemônica; Organismos Supranacionais

Este estudo tem por recorte temático o paradigma norteador dos currículos escolares ao final do século XX, quando estes passaram a ser guiados na direção da construção de uma identidade global que é homogeneizante e isomorfa a nível mundial. Objetivou-se refletir sobre o currículo escolar a partir das conformações hegemônicas que regem o sistema-mundo globalizado lançando luz a padronização curricular a nível global e aos agentes beneficiados por padronização no Brasil. Por tratar-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, o corpus da análise partiu de uma revisão bibliográfica e documental sobre o tema, utilizando os Parâmetros Curriculares Nacionais e a Base Nacional Comum Curricular como documentos norteadores. Verificou-se que a globalização promove um novo arranjo organizacional que interfere diretamente na relação entre currículo e espaço escolar, pois transfere o poder de decisão sobre a formulação dos conhecimentos escolares para agentes econômicos na escala global. Conclui-se que o currículo se torna desterritorializado da escola, submetido à determinações que são externas ao ambiente escolar, e que servem, sobretudo, à lógica de acumulação do capital.

Cap. Livro 2023

Relato de experiência do subprojeto de Geografia Residência Pedagógica em tempos de pandemia da Covid-19.

ROCHA, Marcelo Augusto; ROSA, Alan César Saraiva da; BEATO, Marcos Augusto

Palavras-chave: Residência Pedagógica; Pandemia da Covid-19; Geografia; Formação de professores

Este estudo visa apresentar a proposta teórico-prática do subprojeto do curso de geografia da Universidade Federal da Integração Latino-Americana – UNILA, vinculado ao Programa Residência Pedagógica (PRP) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), problematizando-a com os resultados alcançados devido aos limites impostos pela pandemia da COVID-19, durante a execução do projeto e as possibilidades pedagógicas inovadoras desencadeadas a partir da necessidade de se repesar as atividades por meio do Ensino Remoto Emergencial. P.64-71

Livro 2023

Residência Pedagógica.

LOBO, Valdiney; ROCHA, Marcelo Augusto; FERNANDO, José; SANCHES, Tiago; MORALES, Livia

Palavras-chave: Programa Residência Pedagógica; Ministério da Educação; Política Nacional de Formação de Professores

O Programa Residência Pedagógica é uma iniciativa do Ministério da Educação que integra a Política Nacional de Formação de Professores sendo conduzido em parceria com as redes públicas de educação básica. Este programa foi criado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES em 2011 e implementado em 2012 visando contribuir para o aperfeiçoamento e formação inicial de professores da educação básica nos cursos de licenciatura. Para que uma instituição de ensino possa desenvolver o Programa Residência Pedagógica, deve elaborar um Projeto Institucional a ser apresentado num processo seletivo por meio de edital regido pela CAPES, a qual estabelece os requisitos e procedimentos atinentes à participação no Programa. Ao ser selecionado, o Projeto Institucional deve ser desenvolvido pela IES de maneira articulada com as redes de ensino e com as escolas públicas de educação básica, contemplando diferentes áreas de atuação das licenciaturas nas escolas.O Programa é desenvolvido em regime de colaboração entre a União, representada pelo Ministério da Educação, em parceria com a IES, formalizado por meio de Acordo de Cooperação Técnica, bem como pela adesão ao Programa Residência Pedagógica pelas redes públicas de ensino mediante habilitação de suas unidades escolares para participarem como escolas-campo.

Cap. Livro 2022

Iniciando o diálogo sobre a Base Nacional Comum Curricular.

FRANZI, Juliana; ROCHA, Marcelo Augusto

Palavras-chave: BNCC; Diálogo; Processo educativo formal

Antes de adentrar na discussão específica acerca da Base Nacional Comum Curricular tomamos como elemento inicial a seguinte indagação: o que objetivamos ao assumir o processo educativo formal? Encontramos na tese de Doutorado de Eduardo Donizete Girotto (2013), intitulada “Entre a escola e a universidade: o produtivismo-aplicacionismo na formação de professores em geografia”, um caminho profícuo para refletir acerca de tal questão. Na introdução de sua tese Girotto (2013) nos traz alguns apontamentos sobre a obra “Educação e Emancipação, de Theodor Adorno (2006). Fazemos uma pausa na citação da tese de Doutorado de Eduardo D. Girotto (2013) para trazer o compromisso educacional no sentido de que Auschwitz não se repita, para um contexto mais cercano à sociedade latino-americana e caribenha, mais especificamente brasileira. Ou, dito de outro modo, se queremos trazer a tarefa reiterada por Adorno para nosso cenário mais próximo, podemos nos perguntar: quais as máximas que devem ser lembradas para orientar o projeto educativo formal? P. 24-34.

Artigo 2022

Muralismo, grafite e pichação.

ALMEIDA, Pedro Paulo de; FRANZI, Juliana; ROCHA, Marcelo Augusto

Palavras-chave:   Ensino de Geografia; Ferramenta Pedagógica; Muralismo; Grafite; Pichação

o presente artigo deriva do Trabalho de Conclusão de Curso do primeiro autor e se desenvolve a partir da apresentação da história do muralismo, do grafite e da pichação, reconhecendo-os como um grito de resistência perante as opressões sociais, culturais e economicamente impostas. Posteriormente, realiza um debate que os indica como ferramentas pedagógicas, dado que permitem transcender a educação tradicional e incorporar o ensino de Geografia, sobretudo em escolas públicas, comprometido com a transformação da realidade social. Nesta direção, as orientações pedagógicas – teóricas e práticas – respaldam-se em caminhos já trilhados pelo primeiro autor, cujos trabalhos poderão ser conhecidos neste artigo. As reflexões aqui aventadas visam a oportunizar às escolas, por meio do ensino de Geografia, o desenvolvimento dos(das) estudantes ao favorecer suas próprias análises espaciais e o entendimento das paisagens em seus múltiplos sentidos e dos territórios em seus múltiplos agentes.

Artigo 2022

O trilho e a trilha da Educação Intercultural

LIMA, Thalison Ramon Fernandes; ROCHA, Marcelo Augusto

Palavras-chave: Educação Intercultural; Formação de professores; Educação básica

O presente trabalho objetiva contribuir com o debate a respeito da educação intercultural na formação de professores da educação básica, apresentando de forma objetiva que a sala de aula é um espaço multicultural com inúmeras culturas que precisam se preservar, respeitar e incentivar a convivência harmoniosa, valorizando as diferenças culturais. Outro fator preponderante a esse respeito e que torna esse debate ainda mais urgente é o rápido deslocamento de um número condsiderável de venezuelanos para o Brasil, e que buscam adentrar os espaços escolares em busca de uma educação de qualidade e que contribua com a integração na sociedade e no mundo do trabalho. O público-alvo são os educadores, já que são eles que são interpelados diariamente nesse contexto rico em culturas diversificadas. P. 265-287

Cap. Livro 2022

Os saberes da Geografia na Educação Básica.

ROCHA, Marcelo Augusto; VEIGA, Léia Aparecida

Palavras-chave: Geografia; Educação básica; Saberes

Ao inscrever-nos para o nosso debate acreditamos ser relevante para você saber quem somos e o que defendemos, a partir da nossa prática pedagógica e do nosso olhar de investigadores. Por isso, nas próximas linhas, apresentaremos brevemente alguns pressupostos teórico-práticos acerca do que temos lido, pesquisado e trabalhado em nossas aulas a fim de re-existir em meio ao caos que se instalou em nosso país, no que se refere à educação e ao ensino de geografia.Defendemos a permanência e a manutenção da formação de professores/as pautada em projetos coletivos, críticos, solidários e progressistas com vistas à construção de identidades profissionais comprometidas com uma educação emancipadora, capaz de proporcionar visões e ações transformadoras das diversas realidades sociais a que estão submetidos os cidadãos brasileiros e latino-americanos.Essa nova concepção de formação de professores, a qual acreditamos estar vinculados, vê o professorcomo intelectual crítico, como profissional reflexivo, pesquisador e elaborador de conhecimentos, como participante comprometido e qualificado, tanto na organização como na gestão da escola. Esta concepção defende que o professor se prepare teoricamente acerca das temáticas pedagógicas e sobre os conteúdos, a fim de realizar reflexões contínuas sobre sua prática. Defende que este atue como intelectual crítico na contextualização sociocultural de suas aulas e na possibilidade de criar as condições para uma transformação social mais ampla. Defende ainda que se torne investigador ao analisar suas próprias práticas docentes, revendo suas rotinas dentro e fora da sala de aula, desde o planejamento à criação e recriação de novas soluções. Por fim, defendemos que esse é o sentido mais ampliado e completo de formação continuada já proposto (LIBÂNEO, 2004). P. 189-207.

Artigo 2021

O uso de Tecnologias pelos professores na Rede Pública Estadual de Foz do Iguaçu.

MOREIRA, Julia Cristina Granetto; ROCHA, Marcelo Augusto; CARVALHO, Alexandre Rocha; LOPES, Matheus Santos; OLIVEIRA, Gustavo Ferreira de

Palavras-chave: Tecnologias Digitais; Ensinancia-aprendencia; Formação docente

O presente artigo tem como intuito discutir o uso das tecnologias digitais por professores da rede pública estadual de ensino da cidade de Foz do Iguaçu - PR. O trabalho é resultado de parte das atividades desenvolvidas por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica para o Ensino Médio - PIBIC-EM, envolvendo professores e estudantes de uma Universidade Federal do Paraná e estudantes pesquisadores do ensino médio do Instituto Federal do Paraná - IFPR. Para o desenvolvimento deste material foi adotada uma metodologia de análise de conteúdo sendo esta dividida em três etapas: 1) Revisão bibliográfica; 2) Coleta de dados a partir de questionário elaborado e aplicado e 3) Categorização, análise e discussão dos dados obtidos. Os resultados apontam que apesar dos constantes avanços tecnológicos, a maioria das escolas ainda não dispõem de uma infraestrutura adequada ao uso de computadores, tablets, celulares e acesso a internet de banda larga e também deixam a desejar quando o assunto é formação continuada aos professores para o uso das tecnologias no ensino.

Artigo 2021

Uma proposta para o ensino de Geografia inspirada em jogos RPG.

LIMA, Sara Pimenta; CARVALHO, Diego Fogaça; PINHEIRO, Maria Gracilene de Carvalho; ROCHA, Marcelo Augusto; DIAS, Fátima Aparecida da Silva; CHAGAS, Wilian Biserra; JUNQUEIRA, Wallace Ferreira

Palavras-chave: Ensino; Tecnologias digitais da informação e comunicação; RPG; Sequência didática; Trajetórias hipotéticas de aprendizagem

Neste artigo, tem-se por objetivo apresentar uma proposta de ensino para a Geografia Física que assume as simulações advindas das tecnologias digitais como meio para ofertar aos alunos experiências próximas ao trabalho de campo, realizado fora do ambiente escolar. A proposta se estrutura em três teorias que se articulam com o objetivo de configurar um ambiente de aprendizagem, a saber: sequências didáticas, as trajetórias hipotéticas de aprendizagem e o RPG pedagógico. Após apresentação dos conceitos teóricos, analisa-se os diálogos fictícios elaborados evidenciando como as teorias são articuladas, elucidando a condutaesperadado professor e do aluno para a proposta

Livro 2020

Caderno de Resumos: V SEMAGEO/2018 e II MEPEGeo/2018, cursos de Geografia da UNILA.

ROCHA, M. A.

Livro 2020

Caderno de Resumos: V SEMAGEO/2018 e II MEPEGeo/2018.

ROCHA, Marcelo Augusto

Palavras-chave: Trabalhos publicados; UNILA; Curso de Geografia

Resumos dos trabalhos publicados no V SEMAGEO e II MEPEGeo/2018 do curso de Geografia da UNILA.

Cap. Livro 2020

Componentes curriculares pedagógicos na formação de professores: o caso da geografia da UNILA frente a outras geografias latinoamericanas.

ROCHA, Marcelo Augusto; VEIGA, Léia AparecidaL; SILVA, Nathan Heringer C. da

Palavras-chave: Formação Inicial de Professores; Currículo; Ensino de Geografia; Ensino Secundário Latino-americano; UNILA

O presente estudo promove um olhar investigativo preliminar acerca dos componentes curriculares pedagógicos na formação inicial de professores, com ênfase no curso de Geografia Licenciatura da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em comparação com os componentes presentes em grades curriculares de outros cursos de licenciatura em geografia latino-americanos e caribenhos. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa realizada a partir de levantamento de dados secundários. Apresenta dados a respeito de como as áreas de conhecimento se articulam na educação secundária desses países, evidenciando padrões normativos e discrepâncias quantitativas quanto à oferta de componentes. A análise das bases da educação secundária dos países latino-americanos e caribenhos se mostrou essencial para compreender a estrutura curricular planejada para a educação superior nesses países, bem como suas congruências e incongruências epistemológicas em comparação com as matrizes curriculares nacionais P. 189-215.

Cap. Livro 2020

Professores de Geografia e o conhecimento pedagógico do conteúdo.

ROCHA, Marcelo Augusto

Palavras-chave: Geografia; Professores; Conhecimento pedagógico

EDUCAÇÃO (GEO)AMBIENTAL: reflexões, abordagens e práticas é uma obra que tem como escopo apresentar práticas e reflexões no contexto da Educação Geográfica e (Geo)ambiental, levando em consideração a tríade ensino-pesquisa-extensão, sendo destinada a estudantes e professores de Geografia e áreas afins. P. 89-106.